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Por que a hora de nascimento importa

A hora define o Ascendente, organiza as casas e pode mudar o signo de algumas posições do seu mapa astral. Veja o que acontece entre 7h00 e 7h15.

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A Terra gira cerca de 1 grau a cada 4 minutos. Em vinte e quatro horas, o céu inteiro completa uma volta em relação ao horizonte de um lugar. Isso significa que a hora de nascimento não é um detalhe administrativo do seu mapa astral: ela é um dos dados do cálculo.

O que muda em quinze minutos

O Ascendente é o signo que estava no horizonte leste no instante do seu nascimento. Como o horizonte gira junto com a Terra, o signo do Ascendente muda, em média, a cada duas horas (na latitude de São Paulo, de cerca de 1h30 a 2h15, conforme o signo). E o efeito é maior do que parece: quando o Ascendente se desloca, todas as casas se deslocam junto, porque elas são contadas a partir dele.

Soma-se a isso o movimento próprio dos astros. A Lua anda cerca de 13 graus por dia, algo como meio grau por hora, e leva pouco mais de dois dias para atravessar um signo. Quem nasceu no dia em que ela mudou de signo precisa da hora para saber em qual dos dois ela estava. O Sol, Mercúrio, Vênus e Marte andam mais devagar, de menos de um a pouco mais de dois graus por dia, mas cada um também muda de signo em algum momento — e quem nasceu num desses dias também depende da hora.

Traduzindo para o que você veria: entre 7h00 e 7h15, a Lua muito provavelmente está no mesmo signo, mas o Ascendente pode ter passado para o signo seguinte, e as casas se deslocam junto com ele. Uma hora de nascimento inventada não produz um mapa astral “um pouco errado”. Produz um mapa astral diferente.

Por que isso é um problema comum

Boa parte das pessoas não sabe a hora exata, e há bons motivos para isso: a certidão às vezes traz apenas a data, a memória da família mistura horários, ou a pessoa nasceu em casa e ninguém anotou.

A essa altura, a tentação é chutar uma hora. Uma saída comum é usar o meio-dia e calcular como se fosse esse o instante. O problema não é o chute em si, é não avisar que ele foi um chute. Um mapa astral com hora presumida parece exato, e essa falsa aparência é justamente o que faz uma pessoa confiar numa leitura que foi construída sobre um dado inventado.

O que dá para fazer sem a hora

A boa notícia é que grande parte do mapa astral sobrevive à falta da hora.

Continuam calculáveis com a data e o lugar: os signos do Sol, da Lua, de Mercúrio, de Vênus e de Marte. Quando uma dessas posições fica perto da divisa entre dois signos, a Stelira mostra os signos possíveis (por exemplo, “Áries ou Touro”) e não mostra interpretação para ela. A linha da Lua do dia, com o signo em que ela está, não depende dos seus dados: é a mesma para todo mundo. E as relações entre o céu do dia e o seu mapa astral podem ser calculadas sem a hora quando a margem de cálculo permite; quando não permite, a leitura do dia parte de outra base, e o app diz qual é.

Dependem da hora: o Ascendente e, na astrologia em geral, as casas e o Meio do Céu — e, por consequência, quase toda leitura que depende da casa em que um planeta cai. Desses três, a Stelira calcula só o Ascendente, e só quando o horário de nascimento permite.

O mais útil é separar essas duas listas e mostrar as duas. A Stelira mostra o que foi calculado e o que ficou de fora, e o Plus não muda essa regra: assinar não faz aparecer o que depende da hora. Antes de assinar, o app mostra o que o seu perfil permite calcular.

Se você consegue descobrir a hora

Vale procurar, nessa ordem: a certidão de nascimento — se ela não trouxer o horário, peça ao cartório a certidão em inteiro teor —, a Declaração de Nascido Vivo, se a família a guardou, e o prontuário da maternidade. Anotações e a memória de quem estava presente também ajudam. Quando só existe um intervalo — “de madrugada”, “antes do almoço” —, ele já é uma informação melhor do que um horário único e falso, embora o Ascendente continue dependendo da hora exata.

Leia a seguir o que é o Ascendente.

Este texto explica o cálculo.